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sexta-feira, 3 de abril de 2009

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Manifesto de 34 contemplados do Capoeira Viva 2007

À comunidade de capoeira e conhecedores do edital Capoeira Viva 2007

Quando o Governo Federal lançou, em 2006, essa política pública dando visibilidade à capoeira e aos que com ela trabalham, deixou essa comunidade muito feliz. A princípio desconfiados, os capoeiristas foram, aos poucos, sendo convencidos de que a proposta no formato em que se apresentava havia sido elaborada cuidadosamente para que o capoeirista ‘mais humilde’ pudesse ter acesso a ela (ainda que este precisasse de auxílio para preenchimento da ficha de inscrição, pois o capoeirista geralmente se expressa muito melhor pela oralidade).

A capoeira é formada por todo tipo de pessoa, mas aqueles que fazem dela sua vida, seu cotidiano, seu ‘ganha-pão’ (até por falta de oportunidade de outro tipo de trabalho digno) são/têm sido, atualmente, os responsáveis pela sua resistência que durante séculos sofreu descaso e perseguição por esse mesmo poder público que agora, reconhecendo sua relevância cultural, formulou um edital como esse. Não teria sentido o Capoeira Viva não ‘falar essa língua’, não oportunizar acesso a todos.

Enfim, sua primeira edição demonstrou que ‘agora’ as oportunidades para a capoeira seriam realmente respaldadas pelo Governo em suas três esferas (municipal, estadual e federal). Os que participaram da sua primeira edição se mostraram satisfeitos, embora a divulgação dos resultados destes projetos tenha deixado a desejar. A grande comunidade da capoeira ficou sem conhecer oficialmente o que foi produzido no Capoeira Viva de 2006...

Em 2007, um novo edital foi formulado, com uma maior divulgação e houve uma troca da instituição gestora do edital. A Fundação Gregório de Mattos (FGM) passou a ser responsável pelo acompanhamento dos projetos. O Capoeira Viva, em realidade, é o Prêmio Capoeira Viva. Seus ganhadores são considerados contemplados. 122 projetos, divididos em 4 categorias, foram, então, contemplados(!).

A partir da divulgação do resultado do edital em 04/04/2008, em cerimônia realizada na Câmara Municipal de Salvador, tudo que ocorreu depois, foi uma sucessão de fatos que, ao contrário de facilitar a vida e o trabalho dos ganhadores, só os complicou bastante:

O prêmio foi dividido em 2 parcelas e após uma série de procedimentos burocráticos pelos quais os contemplados (repito: a maioria, capoeiristas inexperientes, pessoas ‘humildes’ que possuem grande dificuldade de lidar com as exigências que foram feitas e que não constavam com clareza no edital!) tiveram que resolver, a 1ª parcela foi paga somente em setembro (sendo que havia uma observação no edital que o contemplado que não apresentasse sua documentação após 30 dias, perderia direito ao prêmio...Mas a 1ª parcela do prêmio só foi paga 150 dias depois) ;

A segunda parcela, que deveria ter sido paga em janeiro (4 meses depois do início dos projetos) não ocorreu. Em janeiro, a FGM começou a enviar emails aos contemplados para que reenviassem parte da documentação. O motivo nunca foi bem entendido pela maioria dos contemplados que, repito, não possuem nenhum conhecimento dos trâmites burocráticos e nem possuem familiaridade com esse tipo de linguagem (linguagem esta bastante diferente do que apresentava o regulamento e a ficha de inscrição do edital, bastante diferente do que essa política parecia propor). Gastos não previstos passaram a ser necessários, como recibos de ISS e de INSS, além de gasto com correio, transporte e etc;

Após o que os contemplados consideraram uma ‘maratona burocrática’, ainda assim a 2ª parcela não foi paga, com a exceção de 10 projetos que receberam tal parcela. Apenas agora, início de abril, o repasse está sendo liberado. A FGM apresentou uma péssima comunicação e o pessoal responsável pelo departamento do Capoeira Viva esteve bastante despreparado e pouco acessível para com os que tentaram algum tipo de esclarecimento.

Foi proposto à FGM a promoção reuniões (por regiões) com os contemplados, para que eles pudessem ouvir as necessidades destes, esclarecer dúvidas e discutir com eles rumos e soluções para essa situação. Em meados de março, nos enviaram um documento oficial que não realmente explicava sobre a efetuação do pagamento, já com 3 meses de atraso. Lembramos que nem todos os contemplados acessam seus emails, o público que esse edital procurou atingir, é um público que (em sua maioria) se sente pouco à vontade com esse tipo de tecnologia.

Enfim, escrevemos esse manifesto para registro de uma grande insatisfação da comunidade que assina este documento. Apesar do repasse ter começado a ser efetuado, a comunicação com os contemplados deixou a desejar. O que chamou a atenção do poder público em relação à capoeira, além da sua história e cotidiano de resistência, foi exatamente a rede informal pela qual a capoeira se espalhou pelo mundo. É comum o apoio de um grupo de capoeira a outro ou de um capoeirista ao outro, por meio de combinações informais, que passaram e passam longe de cartório e outras instituições burocráticas. Isso funciona há décadas. Essa rede auxilia capoeiristas jovens e velhos. O ex ministro Gilberto Gil, chegou a comentar que o capoeirista se colocou na sociedade sem ajuda de ninguém... Ninguém nesse caso, reforço, significa órgãos do poder público.

Se há um interesse do Governo em apoiar essa arte tombada como Patrimônio Imaterial Nacional há menos de um ano, este precisa (re)conhecer os mecanismos desta grande rede informal, a sua linguagem, a sua realidade e, o mais importante, as suas reais necessidades. Ao menos uma equipe preparada para dialogar com essa comunidade precisa intermediar esse tipo de política. A seleção dessa equipe deveria ser feita de forma muito séria e estabelecida a partir das bases acima citadas.

Expressamos nosso descontentamento em relação ao Capoeira Viva 2007 e sua instituição gestora. Durante este longo período de entraves burocráticos, foi muito difícil nos sentirmos ‘contemplados’ e gostaríamos que uma forma de diálogo real e claro, não virtual e cheio de termos que não compreendemos pudesse ser estabelecido entre essa comunidade e os responsáveis pela elaboração, gestão e liberação deste tipo de política pública.

Em anexo, enviamos uma série de emails trocados entre alguns ‘contemplados’ sobre a desconfortante situação em que se encontraram (os erros de português de alguns depoimentos serão mantidos, para que fique bem expresso o público com que essa política pública pretende lidar!), ao passo que reforçaram a rede informal por meio da qual a capoeira se sustentou/ se sustenta durante décadas.

Atenciosamente,

1. Maria Luisa Pimenta Neves (Projeto sócio educativo 36374 Capoeira é Nossa cor: O berimbau e o caxixi)- Lauro de Freitas/BA;

2. Gilson Fernandes (Projeto de Mídia 36726 Teatro do Lua Salvador e Projeto sócio educativo 36739 Meninos da Ilha de Mar Grande)- Ilha de Vera Cruz/BA

3. André Chaves Santos (Projeto de mídia 36613 Gigante- o berimbauman)- Salvador/BA;

4. Elza Maria Montal de Abreu (Projeto de mídia 36756 Besouro zum zum zum)- Salvador/BA;

5. Evangivaldo Palma Azevedo Filho (Projeto sócio educativo 36816 Capoeira- Resistência, Tradição e Preservação)- Ilha de Vera Cruz/BA;

6. Augusto de Sousa (Projeto sócio educativo 36586 Capoeiragem Mirim: é do pequeno que se faz o grande)- Belo Horizonte/MG;

7. Geusa Roberta Pinto (Projeto sócio educativo 36275 Ginga brasileira- Coquinho Baiano)- Campinas/SP;

8. Reinaldo Ferreira Lima (Projeto sócio educativo 36315 Gingando no Itapoã)- Sobradinho/DF.

9. Gisele Figueira( Projeto sócio educativo 37288 Movimento Capoeira Mulher)- Belém/PA

10.Lindomar Dantas da Silva (Projeto sócio educativo 36817 Capoeirança)- Aparecida/PB

11. Valdemiro Pereira Filho (Projeto sócio educativo 36487 Capoeirando com as crianças e adolescentes)- Florianópolis/SC

12. Jaime Martins dos Santos (Projeto sócio educativo 36525 Capoeira Angola, Roda Mundo em jogo de Rodas Vivas: Ancestralidade, Educação e Cultura)- Salvador/BA

13. José MariaMedeiros das Neves (Projeto sócio educativo 36208 Educando na capoeira)- Pesqueira/PE

14. Severino Claudio de Figueiredo Leite (Projeto sócio educativo 37068 Caa Puera na Terra de Zumbi)- Maceió/AL

15. Gustávio da Silva Pinheiro, Robson Max de Oliveira Souza, Lucia Agostini (Projeto sócio educativo 36343 Quilombo de Angola)- Goiás/GO

16. Lúcia Correia Lima (Projeto de pesquisa e documentação 36862 Mandinga em Manhattan- o livro)- Salvador/BA

17. Marcelo Pertussatti (Projeto sócio educativo 37112 Capoeira e inteligências múltiplas)-Xaxim/SC

18. Mari Travassos (Projeto de Mídia 36034 Jo o Grande, Mestre de Capoeira Angola)- Salvador/BA

19. Flavio Ramos da Silva (Projeto sócio educativo 35946 Afro Brasileiro)- Montes Claros/MG

20. Ana Paula Nunes (Projeto de Mídia 36722 O olhar capoeirista sobre a capoeira)- Rio de Janeiro/RJ

21. Adegmar José da Silva (Projeto de acervo documental 36983 MUSCAP-Museu da Capoeira do Paraná) Colombo-PR

22. Claudio Lemos (Projeto de pesquisa e documentação 36102 Mestre Pastinha - Fragmentos de uma vida) Brasília/DF.

23. Denivan Costa de Lima (Projeto sócio educativo 36560 Potencial Capoeira)- Maceió/AL

Enviado por: Maria Luisa Pimenta Neves

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

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Quintal de Vadiação será inaugurado neste sábado, 04 de abril

No próximo sábado será inaugurado no Rio de Janeiro o Quintal da Vadiação, espaço aberto para a realização de grandes rodas de Capoeira. Na ocasião estará presente Mestre Russo de Caxias, personagem principal do Filme O Zelador, que será exibido no local.

Catrtaz_inauguração 

O Zelador foi filmado pelo cineasta e capoeirista inglês Daren Bartlett, e teve “Mestre Russo de Caxias como fio condutor de uma história sobre a Capoeira e a Realidade Social do Mundo.” Como disse André Lacé: “Um filme de muita visão e coragem, pois obriga todo mundo, especialmente os capoeiras, a pensar (coisa que o Capoeira não gosta de fazer preferindo viver a doce ilusão que a Capoeira manda na Sociedade, é a medida de todas as coisas, vai salvar o mundo, que é a luta mais eficaz do Mundo, que é, ao mesmo tempo, o maior folclore do mundo, e cujo reconhecimento mundial cabe exclusiva mente ao grande Mestre XXXX(cada um tem o seu), um semi-deus, etc etc etc).”

Não deixe de pestigiar este grande encontro da nossa capoeiragem.

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quinta-feira, 5 de março de 2009

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Na roda da vida

Mestre de capoeira mistura luta baiana e globalização em Nova York

Mestre João Grande: o pescador de futuros adeptos da capoeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    Mestre João Grande: o pescador de futuros adeptos da capoeira

Gonçalo Junior

Edição Impressa 156 - Fevereiro 2009

 

Pesquisa FAPESP -  Nascido em Itagi, no interior da Bahia, João Oliveira dos Santos cresceu como lavrador e gostava de observar a movimentação dos bichos no mato – que, mais tarde, associaria à da capoeira. Órfão de mãe, sem ter frequentado escola, virou tropeiro até que num domingo, aos 20 anos, quando descansava nos degraus da igreja da cidade, um casal de mascates lhe perguntou se não gostaria de ir para Salvador. Não pensou muito e partiu com uma trouxa de roupa. Ao chegar, deparou-se com uma roda de capoeira angola e reconheceu um lance que havia visto em sua infância, sem saber do que se tratava. Curioso, perguntou a Mestre Barbosa o que era aquela dança, ele respondeu: “É capoeira”. E João recorreu ao Mestre Pastinha para ensiná-lo.

Surgia o Mestre João Grande, que, ao lado de João Pequeno, tornou-se o guardião da capoeira angola, mesma expressão pela qual era conhecido Mestre Pastinha. Destacou-se tanto na capoeira angola em Salvador a ponto de Mestre Canjiquinha, um expoente da arte, ter afirmado: “Foi Deus quem fez João Grande jogar capoeira”. Mas ele não vivia da dança, trabalhava na construção civil. Até que decidiu fazer shows folclóricos. Ingressou no Viva Bahia, o pioneiro grupo folclórico de Emília Biancardi, e viajou para a Europa e Oriente Médio, na década de 1970. Antes disso, em 1966, foi à África com Mestre Pastinha participar do Festival de Artes Negras de Dacar, no Senegal. Na década seguinte, enquanto Pastinha morria pobre e cego num cortiço do Pelourinho, João Grande trabalhava num posto de gasolina. 

O mestre não mais praticava ca­poeira quando surgiu um movimento de resgate da luta na Bahia durante a década de 1980. E ele retomou o ofício de ensinar no Forte Santo Antônio, onde já estava instalado Mestre João Pequeno. O lugar começou a ser frequentado por intelectuais norte-americanos interessados na dança, que viam como legado da diáspora africana. Foram os casos de Ken Dossar e Daniel Dawson, que o convidaram para participar do Festival de Artes Negras de Atlanta, Nova York, em 1990. Ao fim do evento, recebeu um convite de um capoeirista chamado Nego Gato para dar aulas no Harlem. Mestre João Grande aceitou e, graças a uma aluna inglesa, a professora universitária Tisch Rosen, que ele apelidou de Risadinha, conseguiu abrir sua academia, Capoeira Angola Center, na rua 14, em Manhattan. 

Hoje, aos 75 anos, Mestre João Grande pode não ser o mais conhecido capoeirista baiano, mas, talvez, nenhum tenha recebido títulos tão importantes e homenagens relevantes quanto ele. Em 1994 tornou-se doutor honoris causa pela Upsala College, de Nova Jersey. Sete anos depois, levou o National Heritage Fellowships, só para citar dois. E acaba de se tornar tema do doutorado Na roda do mundo: Mestre João Grande entre a Bahia e Nova York, defendido na USP por Maurício Barros de Castro, com orientação de José Carlos Sebe Bom Meihy. O estudo procura relacionar a globalização e o impacto da ancestral capoeira angola na moderna e cosmopolita cidade americana. O autor explica a importância das tradições no vertiginoso mundo moderno, a partir da reflexão sobre o papel da capoeira no processo histórico brasileiro, diante dos conflitos entre a ancestralidade africana e a construção da identidade nacional.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

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Adão, Adão, cadê Salomé, Adão? Comemora o Dia da Mulher

Esta é a terceira edição do evento: "Adão, Adão, cadê Salomé, Adão? que tem por objetivo discutir, refletir e propor novas atitudes quanto às relações de gênero na capoeira angola.
O tema deste ano será "Guerreiras: Ontem, hoje e sempre!", onde trocaremos informações sobre a história de mulheres guerreiras de todos os tempos, tanto as capoeiristas como as envolvidas com outras expressões das culturas de matriz africana.
Ao longo da semana teremos Oficinas de Movimentos, Ritmo e Rodas de Capeira Angola, Oficina de Dança dos Orixás e Contação de Mitos sobre as Yabás, além de muito bate-papo para troca de experiências e saberes.

Este ano teremos a presença da Contramestre Cristina Nascimento, capoeirista do Rio de Janeiro, que irá contar um pouco de sua história e ministrar as oficinas de Capoeira Angola.

Cristina Nascimento (breve histórico)

Ingressou no Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP) - RJ em  1993, através do Mestre Neco, tornando-se mais tarde aluna do Mestre Emanuel. Em 1998, participou da fundação do Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha, criado pelo mestre Emanuel, onde recebeu o título de contramestre em 2003, permancendo no mesmo até janeiro deste ano.

É integrante do coletivo de mulheres capoeiristas “Angoleiras do Rio”, onde organizou e participou de vários eventos, tais como: “Encontro Internacional de Capoeira Ypiranga de Pastinha – França”, “Encontro de Mulheres Capoeirista em Juiz de Fora”, “Nzinga 10 anos”, “I Encontro de Angoleiras na Europa” (Alemanha), “X Conferência Internacional de Mulheres na Capoeira Angola – FICA (Whashington)

Veja abaixo a programação completa do Evento:

SEXTA 06/03
19:00h Abertura do evento.

19:15h Bate papo sobre o tema e roda de capoeira angola coordenada pela Contra Mestra Cristina (RJ)
Local: Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
SÁBADO 07/03
09:00h Oficina de Capoeira Angola com a Contra Mestra Cristina (RJ)
12:00h almoço
14:00h Oficina de Ritmo
15:00 Relato da trajetória da Contra Mestra Cristina e conversa sobre fundamentos da Capoeira Angola.
18:00 Roda de capoeira angola (para participantes da oficina).
Local: Sala 309 da usina do Gasômetro
DOMINGO 08/03
10:00h Oficina de Capoeira Angola com Contra Mestra Cristina(RJ)
13:00h Almoço
16:00h Roda no Gasômetro em Homenagem ao dia Internacional da Mulher
Local: Sala 309 da Usina do Gasômetro
*Investimento para as oficinas de sábado e domingo: R$ 40,00
SEGUNDA 09/03
19:00h Bate papo e montagem coletiva de uma linha do tempo com o tema "de N`Zinga a Salomés - Guerreiras ontem, hoje e sempre".
20:30h Roda de Capoeira angola.
TERÇA 10/03
19:00h Oficina de Ritmo com Vivi
20:30h Roda de capoeira angola.
QUARTA 11/03
19:00h Oficina de Capoeira Angola com integrantes do Coletivo Teresa de Benguela
20:30h Roda de capoeira angola.
QUINTA 12/03
19:00h Oficina de dança dos Orixás e contação de mitos com Baba Digba de Iyemonjá
21:00h Reflexão sobre as divindades guerreiras
SEXTA 13/03
19:30h Tradicional Roda de Capoeira Angola para fechamento do evento
SÁBADO 14/03
23:00h RastapédeAngola "Africanamente faz a festa"
R$ 5,00 e ganha "uma latinha"...
* De segunda a sexta-feira toda a programação é gratuita e realizada na Áfricanamente Escola de Capoeira Angola (Av. Protásio Alves, 68)

Maiores informações: (51) 9965-9335

africanamente@terra.com.br

Realização:

www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Prof. Guto

Capoeira Angola

Fones: (51) 3737-5450 / 9965-9335

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domingo, 1 de março de 2009

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NESTA SEMANA CAPOEIRISTAS DE BH ESTÃO GRAVANDO DOCUMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA DA CAPOEIRA ANGOLA EM MG

Até domingo, dia 01 de março, 14 jovens capoeiristas da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa - Mestre João), oriundos de diversas vilas, favelas de BH e região metropolitana, estarão vivenciando uma nova perspectiva de atuação e capacitação em suas vidas: o cotidiano dos SETs de gravação do mundo audiovisual. É a etapa de GRAVAÇÃO da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”, integrante do projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, da ACESA.

Idealizada e realizada pela ATOS Central de Imagens, a Oficina “Documentos de Si” tem como objetivo propiciar a participação dos alunos no processo de gravação de um curta-metragem de 15 minutos. O curta é integrante do documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”. Este filme recebeu em 2008 o prêmio Capoeira Viva (do MINC, um dos 6 projetos de MG contemplados) e obteve financiamento do Fundo Estadual de Cultura de MG. O objetivo primordial do projeto é realizar uma pesquisa aprofundada na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, sobre a história da Capoeira Angola no Brasil e sua utilização como instrumento de inclusão social e paz no mundo. O resultado dessa pesquisa será um documentário de 55min, que já tem exibição garantida no Canal Brasil e na TV América Latina, a realização da Oficina “Documentos de Si”, uma edição da Revista “Angoleiro é o que eu Sou” e a formatação do site www.eusouangoleiro.org.br em portal. Outro objetivo do projeto é, através da Oficina, potencializar as atividades culturais e a utilização dos equipamentos audiovisuais do recém inaugurado Ponto de Cultura Flor do Cascalho (Morro das Pedras), da ACESA, através da capacitação dos angoleiros para o mundo audiovisual.

Os alunos da Oficina de Produção Audiovisual possuem entre 14 a 30 anos e nunca tiveram experiências anteriores na área. Eles estão entrando no mundo do cinema para conhecer de perto a linguagem audiovisual e realizarem seu primeiro documentário. Por isso, desde outubro de 2008 estão aprendendo, com a orientação de profissionais que atuam no mercado audiovisual em BH, sobre roteiro, produção, direção, fotografia e tudo que é necessário teoricamente para se produzir um documentário. Nesta semana eles saíram da teoria e já colocaram as mãos na massa. Desde o último dia oito, os jovens estão gravando a etapa de MG do documentário global, sob o olhar de quem vivencia e pratica o tema abordado: a Capoeira Angola. As gravações já aconteceram em diversos pontos de Belo Horizonte, como a Comunidade da Pedreira Prado Lopes, na Sede do Grupo Meninos de Palmares, no Alto Vera Cruz e no Parque Municipal.

FINANCIAMENTO E PARCERIAS

FUNDO ESTATUAL DE CULTURA MG, BDMG, SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, PRÊMIO CAPOEIRA VIVA 2008, FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS, PETROBRÁS, CENTRO CULTURAL UFMG, CANAL BRASIL, TV AMÉRICA LATINA.

REALIZAÇÃO

ACESA- ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO - Mestre João Angoleiro

ATOS Central de Imagens

SERVIÇO

EVENTO: JOVENS CAPOEIRISTAS VIRAM CINEASTAS (gravação em BH do documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”)

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: 4063-9822/9297-7582 – Carem Abreu (5.871/MG) ou Mônica Amaral

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

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Capoeira de Saia 2009 agita Salvador em maio

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Capoeira de Saia 2009 (2a edição), que acontecerá nos dias 01, 02 e 03 de maio deste ano, em Salvador- Bahia, com vagas limitadas e programação a ser divulgada em data próxima.

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Levanta a saia la vem a maré ... la vem a maré ... la vem a maré ...

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O Programa “Capoeira de Saia” – Capacitação da Capoeira Feminina, que será um evento executado em três edições 2008, 2009 e 2010, em ambiência baiana, nacional e mundial respectivamente, e aglutinara mulheres praticantes da capoeira e áreas afins, provenientes de todo os continentes, no mês de maio em Salvador-Bahia, promovendo palestras, festivais, cursos e vivências ministradas pelos maiores mestres desta arte no Brasil.

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A primeira edição já foi realizada no dia 17/05/2008, na Fortaleza de Santo Antônio Além do Carmo _ Forte da Capoeira, das 08 as 20 h, reuniu 300 praticantes e inumeros convidados (Mestre Joao Pequeno de Pastinha foi um deles, alem de tantos outros) .

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Este programa nasce com o compromisso principal de promover o fortalecimento da participação da mulher na capoeira, possibilitando um maior intercâmbio entre as instituições culturais, enfocando o processo de ensino-aprendizagem da capoeira para este público, as discussões de gênero, bem como a importância, relação e contribuição no desenvolvimento histórico e social da capoeira, possibilitando desta maneira, a ampliação do nível de informação das profissionais e praticantes da capoeira e ainda o aprimoramento técnico-teórico das mesmas.

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Axé camaradas,

Comissao Organizadora

Fonte: Capoeira-CBC Grupos em nome de brisacapoeira@msn.com


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

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Em março, Cabo Frio/RJ vai tremer ao som do Berimbau

Associação de Capoeira Vozes D’África, dirigida pelo Mestre Pingo e a a Equipe Jô Capoeira, dirigida pela Contramestre Jô realizam no dia 14 de março o I Intercâmbio de Capoeira Vezezuela Brasil evento este que antecede o I FestiCapoeira, que acontecerá nos dias 27 a 29 de março, na cidade de Cabo Frio. Veja abaixo a programação e os Mestres Convidados.

Fonte: Mestre Pingo (por e-mail)

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

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Capoeira em embalagem de luxo

Primeiro longa-metragem de João Daniel revela ao país a história do baiano Manuel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá
Júlio Cavani // Diario
juliocavani.pe@diariosassociados.com.br

Com cenas de luta coreografadas pelo chinês Huen Chiu Ku (Kill Bill e O tigre e o dragão), co-produção de Daniel Filho (Seu eu fosse você, Globo Filmes etc), distribuição garantida pela Buena Vista (Disney) e direção de João Daniel Tikhomiroff (o mais premiado diretor de comerciais da América Latina), Besouro tem tudo para ser um dos próximos grandes sucessos do cinema nacional e finalmente levar a capoeira para as telas em embalagem de luxo. Rodado no fim de 2008 na Chapada Diamantina, na Bahia, o filme tem lançamento previsto para outubro deste ano. A Nação Zumbi e o Instituto são os responsáveis pela trilha sonora e fazem ainda os arranjos da música-tema, cantada por Gilberto Gil.


Apesar de não ser baseado em fatos reais, o longa-metragem é inspirado na história do baiano Manuel Henrique Pereira, conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, o mais famoso capoeirista do Brasil, que morreu na década de 1920. "O projeto surgiu meiopor acaso, quando caiu em minhas mãos o livro Feijoada no paraíso, de Marco Carvalho", revela Tikhomiroff, em entrevista ao Diario, cedida por telefone.


Segundo o cineasta, "Bráulio Tavares escreveu a primeira versão do roteiro, depois modificado pela roteirista Patrícia Andrade, que trabalhou em 2 filhos de Francisco, e, em seguida, por mim. O resultado final tem bastante fantasia e é baseado principalmente em lendas, mas mantive o nome do personagem para homenagear a figura histórica".


"Não é um filme de artes marciais", adverte o diretor, "mas pode ser enquadrado no gênero de cinema de ação". Ele resolveu convidar Huen Chiu Ku porque "os chineses são os maiores especialistas em cenas de lutas corporais". O coreógrafo teve aulas com mestres de capoeira até chegar a um resultado que combina diversos estilos de golpes, aberto a liberdades poéticas, sem ser ortodoxo ou tradicionalista.


Besouro é interpretado por Ailton Santos, que na vida real é professor de capoeira, assim como outros atores do filme, submetidos a uma preparação de elenco coordenada por Fátima Toledo (Cidade de Deus, O céu de Suely). "Era melhor fazer capoeiristas profissionais atuarem do que convidar artistas famosos para aprender a lutar e ficar uma coisa desajeitada".


O vilão do filme, um jagunço que trabalha para um coronel que persegue os negros, é vivido pelo ator pernambucano Irandhir Santos, em uma interpretação carregada de raiva. Ele ficou famoso no papel de Quaderna, na microssérie A pedra do reino, mas também já trabalhou nos filmes Amigos de risco e Baixio das bestas. "É um dos melhores atores que eu já vi trabalhar e pode se transformar em um dos maiores do Brasil", elogia Tikhomiroff, que o compara a Heath Ledger em Batman: Cavaleiro das trevas.


Mais ou menos como ocorre em O tigre e o dragão, os personagens do filme desafiam a gravidade e parecem voar durante as lutas. Os atores dão grandes saltos, presos a cabos de aço, como pode ser percebido nas cenas que vazaram na internet. Além das imagens aéreas, as filmagens incluem ainda sequências submarinas, filmadas em lagos e grutas da Chapada Diamantina.


Besouro será o primeiro longa-metragem de João Daniel Tikhomiroff, que tem 30 anos de carreira e só havia dirigido um filme, na década de 1980 (nunca finalizado ou exibido). Ele é o diretor de comerciais brasileiro mais premiado no Festival de Cannes e foi o único latino-americano citado na lista dos melhores diretores de propaganda do mundo do livro The commercials book, ao lado de cineastas como Ridley Scott (Blade Runner) e Michel Gondry (Brilho eterno de uma mente sem lembranças).


Saiba mais
Manoel Henrique Pereira viveu entre 1897 e 1924 na região de Santo Amaro, na Bahia. Conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, ele era trabalhador nas usinas e tinha um comportamento rebelde, pois não aceitava os maus tratos dos patrões. Ficou famoso por causa de sua habilidade como capoeirista. Com as pernas ou com objetos e facas, sempre conseguia sair vivo nos confrontos com a polícia e os jagunços.


Diversas lendas atribuem poderes sobrenaturais ao herói, que era abençoado por orixás e teria o corpo fechado e a habilidade de voar como um inseto. Sua história é contada no livro Feijoada no Paraíso: A saga de Besouro, o capoeira, de Marco Carvalho, e também foi adaptada para o teatro, em um musical com texto de Paulo César Pinheiro e direção de João das Neves.


O personagem também aparece em livros como Mar morto, de Jorge Amado. Manoel Henrique ainda era músico, autor dos versos do Canto do besouro, cuja letra foi aproveitada em duas canções dos compositores Noel Rosa e Paulo César Pinheiro(Quando eu morrer/ Não quero choro nem vela/ Quero uma fita amarela/ Gravada com o nome dela).

Foto: Paulo Mussoi/Divulgação

Fonte: Diário de Pernambuco

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

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Mestre Pastinha e a não violência na Capoeira Angola

Convite

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

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Mestre Chita faz aniversário e quem ganha é a Capoeira

Itamar da Conceição Magalhães, mais conhecido como Mestre Chita, hoje está fazendo aniversário e quem ganha o presente é a Capoeira, por ter ainda entre nós uma figura impar como esta. Grande tocador de Berimbau e Atabaque, Mestre Chita é fundador da Associação de Capoeira Filhos de Omulu e hoje atua com a Associação de Capoeira Ginga de Corpo, também fundada por ele.

Grande militante da Capoeira, Mestre Chita é um dos Mestres mais antigos de São Gonçalo - RJ ainda em atividade. Participa das discussões com Federações e Ligas de Capoeira e já viajou para diversos outros países levando a cultura brasileira.

Nós do Portal Capoeira do Rio desejamos ao Mestre Chita muita saúde, muita paz e muito sucesso.

Conheça abaixo alguns dos momentos de Mestre Chita:

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Na foto Mestre Chita entre a Prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset e Mestre Machado, tendo ainda a presença dos Mestres Bocka e Paulão, editor deste blog e o então Secretário Municipal de Cultura de São Gonçalo, Professor José Augusto, entre outros, no dia da posse dos novos Conselheiros de Cultura de São Gonçalo, no ano passado.

17 de Abril Palácio da Guanabara (15)

Mestre Chita no Palácio Guanabara com os Mestres Machado, Antônio Afonso, Zezeu, Paulão, Capa e Tão e o presidente do CEBA, Herimar Santana, no lançamento do Plano Estadual de Promoção da Igualdade racial, realizado no dia 17 de abril de 2007.

17 de Abril Palácio da Guanabara (24)

Mestre Chita tocando Berimbau no Palácio Guanabara.

17 de Abril Palácio da Guanabara (69) Mestre Chita no ônibus mostrando o seu talento.

17 de Abril Palácio da Guanabara (28)

Mestre Chita jogando Capoeira em solenidade no Palácio Guanabara.

Fotos: Acervo Mestre Paulão

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

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Patrimônio Cultural Brasileiro em quadrinhos

O cartunista Flávio Luiz, premiadissímo, lança neste mês o livro "Aú, o Capoeirista" com histórias ambientadas em Salvador - BA.

Está edição foi viabilizada com recursos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Este livro já teve lançamento em Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Curitiba.

Este livro tem uma história repleta de aventura, consciência ecológica e humor, mostrando o cotidiano do capoeirista mirim Aú, um personagem cheio de cunho popular brasileiro e o seu inseparavél amiguinho, o macaquinho Licurí.

A Liga de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro está fazendo contato com o autor para lançar o livro em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Aqui no Rio de Janeiro o livro foi lançado na Livraria Letras e Expressões, no dia 20 de outubro.

Abaixo algumas fotos do lançamento do livro em diversas cidades brasileiras.

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Brevemente daremos novas informações aqui sobre as negociações para o lançamento em Niterói, São Gonçalo, Teresópolis, Macaé, entre outras cidades.

Fotos retiradas do Blog www.auocapoerista.com.br

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domingo, 9 de novembro de 2008

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Trajectória da capoeira relatada em livro

A Embaixada do Brasil procedeu, quinta-feira, ao lançamento do livro “Capoeira”, em actividade inserida na programação da Semana do Brasil em Angola.

Em 133 páginas, a obra produzida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil traz compilações sobre a capoeira, a sua história, a importância na cultura brasileira e fotografias demonstrativas de vários grupos que praticam esta arte.

Em 16 textos os autores procuram mostrar as diversas características da Capoeira que começou em Angola e se desenvolveu no Brasil, tornando-se numa das principais referências culturais deste país sul--americano.

Alberto Esper, presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran), declarou que o livro pretende mostrar aos angolanos o resultado final da imaginação dos brasileiros sobre a arte africana.

“Temos que reconhecer que é uma arte que nasceu dos africanos, principalmente dos angolanos e desenvolveu-se no Brasil, tornando-o numa das referências da cultura do Brasil”, disse.

A iniciativa de lançar este livro em Angola, de acordo com Alberto Esper, tem por objectivo reforçar a vertente cultural das actividades incluídas na programação da Semana do Brasil em Angola.

Na presença do embaixador brasileiro, Afonso Cardoso, o grupo Abadá de Capoeira, do núcleo Centro Cultural Brasil-Angola, exibiu--se no parque do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), local que acolheu o lançamento do livro.

A Semana do Brasil em Angola continua no fim-de-semana com palestras e seminários e um espectáculo com a artista brasileira Elba Ramalho.

Cultura como elo de ligação

O embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, apontou a cultura como um dos principais elos de ligação entre os dois países.

Falando à imprensa, à margem da cerimónia de lançamento do livro “Capoeira”, no Centro de Formação de Jornalistas, o diplomata sublinhou que, apesar da vertente económica ser forte nas relações entre os dois Estados, é o lado cultural que mais se tem feito sentir na cooperação.

“É na cultura que os dois povos mais se entendem. É um facto que temos comprovado com a vinda de artistas brasileiros a Angola e a ida de angolanos ao Brasil. Todos eles são bem recebidos e os seus produtos bem entendidos e consumidos”, realçou Afonso Cardoso.
Segundo o diplomata brasileiro, o bom entendimento deve-se ainda ao facto de os dois povos falarem a mesma língua e terem uma história comum. “São dois povos com uma história comum e que se entendem perfeitamente”, realçou o embaixador Afonso Cardoso.

Fonte: Jornal de Angola

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

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Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

Literatura

Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

A história da capoeira está fortemente relacionada com a diáspora africana e marca, de forma profunda, a cultura brasileira.

Da Redação com agências

Luanda – A Embaixada do Brasil em Angola vai teve uma atração especial nesta quinta-feira ( 6), quando lançou no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR) a publicação “Textos do Brasil 14 Capoeira”, editado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A edição traz fotografias de Pierre Verger e desenhos do Carybé, que ilustram entrevistas e artigos de pesquisadores, mestres de capoeira e autoridades ligadas à cultura brasileira, na qual se destacam as significativas implicações da capoeira para a cultura e a vida social, como modalidade de jogo, dança, música e oportunidade para inserção social.

A capoeira é um arte que está fortemente relacionada com a história africana e que marcou profundamente a cultura brasileira.
A obra será apresentada pelo mestre Vila Isabel, do Núcleo de Capoeiragem Beribazau de Brasília e dois mestres brasileiros de capoeira de Angola, mestre Cobra Mansa e Mestra Janja. Para quem quiser apreciar a arte, será realizada uma roda de capoeira pelo grupo de capoeira Abadá, do Núcleo da Casa de Cultura Brasil-Angola.

Amanhã (7), será a vez da I Jornada de Capoeira Brasil-Angola, durante a qual os mestres convidados vão proferir palestras sobre os temas “Raízes Angolanas da Capoeira Brasileira”, “Capoeira e inclusão social” e "Perspectivas e desafios para a capoeira no século XXI”. Emais: paralelamente à Jornada será exibido um trecho do documentário “mestre Bimba – a capoeira iluminada”, inspirado no livro “Mestre Bimba-Corpo de Mandinga”, de Muniz Sodré.

Fonte: África 21 Digital

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